Larissa Palmieri
Porque o mundo não é o suficiente.-
Exposição do Will Eisner no Sesc Vila Mariana
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março 30th, 2009Cultura PopPra você, como eu, que não conhece muito de Will Eisner ou pra você amiguinho que é fã do trabalho do cara, chegou a hora de admirar o acervo que está disponível no Sesc Vila Mariana, aqui em São Paulo.

Ele, que é o criador de The Spirit (aquele que ganhou uma não muito feliz adaptação no cinema) e tem um prêmio de grande importância com seu nome que contempla todo ano os melhores conjuntos de obras das histórias em quadrinhos estará ali, aos nossos olhos em detalhes.
Pra quem gosta, aí vão as informações e detalhes:
EM TORNO DE WILL EISNER
SESC Vila Mariana27/03 a 26/04.
Terça a sexta, das 7h às 21h30; Sábados e domingos, das 10h às 18h30
Livre para todos os públicos
GrátisMais informações do local aqui neste link.
Tags: exposição, quadrinhos, spirit, Will Eisner -
Rádios pagas no Last.fm – É justo?
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Ontem eu recebi uma notícia BOMBA (pelo menos pra mim). A equipe do last.fm anunciou em seu blog que as rádio do site começaram a ser privilégio somente dos assinantes do site. Ou seja, as minhas queridas rádios onde eu tive o prazer de ouvir muitas bandas novas e muito boas vão ser PAGAS, 9 real por mês se eu quiser.
Só que tem um pequeno porém, assim, quase imperceptível pra nós, usuários brasileiros: nos EUA, na Inglaterra e na Alemanha as rádios continuam free. Ou seja: nós nos demos mal de novo. Pô os caras são ricos e EU, brasileira sofredora que não desiste nunca tenho que pagar? [/mariadobairro]
Independente do drama que eu fiz agora essa atitude do last.fm é questionável de certa forma, e coerente de outra.
O que é usado (ou pode vir a ser) de justificativa pela a equipe do site?
- As gravadoras estavam fazendo grande pressão no site por causa da distribuição livre das músicas na rádio sem terem nenhum ganho com isso.
- Problemas de servidor e banda para atender todo o mundo (eu sinceramente nunca tive problemas, mas pode ser um motivo)
- Escolher as nações com mais usuários para liberar o serviço.
- Somente os adds no site não estavam adiantando para poder pagar as gravadores pelas licenças das músicasAgora vamos aos pontos negativos:
- Todos os outros países, ínclusive os que tem menor poder econômico pagarem pelas rádios free de três grandes países em termos de dinheiro.
- As gravadoras vão perder parte da possível nova geração de ouvintes e fãs de seus produtos.
- Limar a divulgação de artistas independentes via rádios tanto de indicação quanto de artistas similares.
- Redução de usuários (com certeza) que vão utilizar-se de outros sites com a mesma proposta das rádios do last.fm ou até mesmo algum site que faça streaming de mp3 online.Ou seja, o last.fm se tornou vítima do mesmo problema que o Pandora, porém eu já fiquei mal acostumada, como muita gente por aí também ficou.
Pra quem ficou muito muito p da vida, eu indico alguns sites bacanas pra tentar superar a falta que o last.fm eventualmente vá causar.

Pena que agora tem que pagar pra ter a paz da música nos fones.
Deezer – é um site interessante, que tem playlists de muita coisa, inclusive cds inteiros, e fazendo o cadastro você pode montar listas personalizadas. É todo em flash, muito interessantes
Blip.fm – esse é indicado para quem tem Twitter, além de ser um sistema dinâmico muito inteligente de tocar músicas. Nenhuma das mp3 está hospedada no site, ele somente puxa links externos de sites, então ele nunca se compromete
A integração com os posts no Twitter é muito legal também, basta colocar seu usuário e senha nas informações.Mp3Tube – Seguindo a tendência Tube (oi?), é um site mais simples e que não tem um repertório tão vasto, mas já quebra um galho e tem um player que pode ser inserido em outros lugares.
Se vocês tiverem mais alguma indicação, diga nos comentários que eu insiro aqui com agradecimentos, hehe.
E mais uma vez a indústria fonográfica com sua gana de dinheiro mostra que está desesperada com a Internet. Em breve eles gritarão:
“CORRÃO PARA AS MONTANHAS!”
Tags: apps, indicações, Música, rádios, web, Websfera -
Novo Clipe do Lacuna Coil – Spellbound
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março 24th, 2009MúsicaO Lacuna Coil mudou bastante desde o começo. Eu gosto bastante deles, ouço tem bastante tempo. Mas, sinceramente, nos ultimos cds eu vi pouca inovação. pouco coração.
Esse clipe pertence ao novo cd da banda, que será lançado no dia 20 de Abril e foi batizado de Shallow Life.
Esse single tem a receita perfeita pra fazer sucesso. E eu fico meio brava, porque eles nunca lançam singles com as músicas que eu mais gosto ahaha ¬¬ O clipe é bonito, mas nada espetacular.
No mais, acho que eles são uma banda ultra competente, com uma ótima estrutura e que faz muito bem o papel de entreter as pessoas. Seria um fenomeno se colocasse mais coração. Com certeza.
UPDATE: Mas que bacana, já tiraram do ar. Assim que sair de novo eu coloco beleza?
Tags: Lacuna Coil, Música, opinião, videoclipe -
The Spirit: WTF?
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março 24th, 2009Cultura Pop[ ATENÇÃO - POST COM SPOILERS ]
Então, meus caros, sempre que me pergutam sobre a minha opinião de Spirit eu não sei muito bem o que dizer. Eu só sei que achei engraçado.
A questão é: Seria Spirit um filme engraçado por ser engraçado ou por ser tosco?

Ok, like Jack, vamos por partes.
Eu acho que não me sinto no direito de entrar no mérito de criticar Mr. Frank Miller em termos de adaptação da história pois não li os quadrinhos. PORÉM, contudo, entretanto acho que posso falar por conhecer outros filmes muitíssimo bem sucedidos do rapaz, principalmente por ele estar lado-a-lado dos diretores nas produções e na direção dos filmes.
Não vou negar que achei o trailer FODA quando vi. Sou ignorante e, como disse acima, nunca li Spirit. A divulgação toda do filme no Brasil foi muito bacana, para tapar o rombo das bilheterias americanas talvez fosse necessário esse esforço mesmo. Mas aí entramos em uma questão interessante: Spirit foi vendido da forma correta?
Sobre o marketing do filme e a realidade das coisas:
O que tem de cenas caricatas e hilariantes de tão surreais no filme era simplesmente inimaginável. O que era Octopus de samurai e de nazista? Eu achei até interessante a cena que o Octopus fica muito P da vida por seus assistentes terem conseguido a caixa errada, a leitura “mangá” e tal, mas dentro do contexto do filme em geral é bizarro. E pra quem acompanhou a divulgação do filme sabe que a estranheza do filme que o público nas salas de cinema com certeza teria era absolutamente normal, nada a ver com o que é passado no trailer e com o que foi vendido nos esforços de comunicação.
Sobre Frank Miller e suas peripércias:
Sobre a parte técnica da direção, Frank Miller teve O DOM e a PERÍCIA de misturar as técnicas de 300 e Sin City. O M F G. O resultado pode até ter ficado interessante, mas MELDELS é muita cara de pau.
Sobre as personagens e seus desempenhos:
Em relação ao Gabriel Match acho que até se fosse uma adaptação fidedigna da HQ ele merecia o papel, tanto pela semelhança física quanto pela atuação. E ele é uma gracinha.
O mulherio do filme pode ser até agradável aos olhos, mas Scarlet Johansson como Silken Floss não me convenceu, muito fake (aliás ali o que não parecia fake?). A Sand Saref de Eva Mendes foi meio clichê (e acho que outras atrizes ficariam melhores). Ellen Dollan é fofa e e corninha (ops). Lorelei quase não dá pra saber o que é a atuação dela. Mas a personagem MAIS DESNECESSÁRIA EVER foi a Plaster Paris. Paz Vega, me desculpe, mas o filme poderia ficar sem você.
Mas o meu preferido so far é o Octopus do Samuel L. Jackson. QUE BIZARRO. Nunca imaginaria ele fazendo um papel tão caricata assim, eu gostei e odiei ao mesmo tempo, me surpreendeu.
Sobre as cenas que vale a pena lembrar
A cena mais bonitinha é do Spirit e da Sand Saref novinhos, e a narrativa da historia deles. Eu gostei, sou mulherzinha com ataques psicopatas, então achei muito bacana o desenrolar das coisas e como ela surtou com policiais tão novinha.
A cena mais bizarra, volto a dizer, foi com certeza a do octopus muito puto por descobrir que pegou a coisa errada. HUAHUAHUAHU. Morri. A bomba explodindo atrás dele, ficou bizarro³³ .
E claro, confesso que eu perdi o foco muitas vezes no meio do filme em cenas meio desinteressantes, e pra prestar atenção nas pessoas que estavam saindo da sala no meio do filme. Pois é, eu ainda fui super boazinha.
Tags: cinema, Frank Miller, resenha, spirit -
O que esperar do filme The Spirit?
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março 20th, 2009Cultura Pop
Pra quem não sabe, o filme estréia dia 20 (sexta-feira agora) em terras tupiniquins. Então, vamos as expectativas!
Fiquei sabendo de Spirit quando vi o trailer no cinema [/desinformada]. E confesso que fiquei encantada, afinal, apesar de ser um sacrilégio, eu nunca li Spirit então não sabia do que se tratava. A música do trailer, o mulherio se derretendo pelo detetive, enfim. Se vocês notarem as reações das pessoas na sala de cinema ao ver este trailer, que é mais musical e que tem o enfoque em todas as belas moças, vai ver que o povo fica de queixo caído.
Como boa viciada que sou fui atrás de informação em todos os sites nerds-geeks-viciados-em-cinema-e-em-hqs. Então vamos a um breve resumo do que é Spirit original, criado por Will Eisner:
Depois de alguns trabalhos variados, como Sea Hawks e Sheena, rainha da selva, Eisner teve a idéia de criar um personagem completamente novo para as séries de domingo, não apenas mais um super herói de uniforme colorido, mas alguém que nem mesmo usaria roupas especiais para lutar contra os criminosos. Ele se vestiria à paisana, usaria uma máscara (a qual, anos depois, Eisner confessaria odiar desenhar) para ocultar sua identidade, um chapéu, luvas e… nada mais que pudesse identificá-lo como um combatente do crime.
The Spirit era uma história muito incomum. Denny Colt, sua identidade secreta, vivia num cemitério, tendo por fiel assistente um jovem negrinho, o pobre Ebony White. Ele não tinha poderes especiais nem apetrechos para ajudá-lo; ele não tinha nem mesmo um veículo próprio. Seu cartão de apresentação era uma pequena lápide e ele não vencia sempre ao final das histórias… The Spirit poderia ser definido como um cidadão comum lutando por seus direitos; sua vida era um pouco mais animada apenas porque… ele era um personagem de quadrinhos.fonte: link
Ou seja, no contexto de quando essa história foi lançada na década de 40, dentro de um mundo cercado de guerra e falta de esperança, criar um herói que distoava da perfeição e super poderes dos outros realmente foi um marco. Mas além da personagem a abordagem dos quadrinhos de Eisner em Spirit foi bastante diferenciada, principalmente em relação a arte, dotada de sombras diferentes nos desenhos.
E basta olhar Sin City para ver semelhanças entre as obras de Eisner e de Frank Miller. Mas isso é normal, já que Frank Miller foi aluno de Eisner. Talvez seja por isso que ele se sentiu na liberdade de dirigir um dos grandes clássicos dos quadrinhos, afinal foi desenhado pelo seu mestre. Pena que Eisner não está aqui, a Morte já veio buscar ele [/Sandman], se ele estivesse será que ele permitiria?
Somando o fato de que Miller fez duas ou três histórias que foram bem adaptadas no cinema, e sempre acompanhou os processos de criação de perto ele já se achou experiente o suficiente para dirigir uma obra de tal importância por conta própria.
Então aqui cabem várias perguntas:
Será que cara só sabe fazer coisas próximas a Sin City no cinema?Será que mesmo com um elenco cheio de estrelas existe a possibilidade de falhar?
Os números das bilheterias na gringa não foram muita animadores pra uma história de super-heróis, as críticas então descascaram das atuações ao figurino.
Mas as reais conclusões sobre isso só posso realmente tirar quando ver o filme. E nós teremos um update aqui \o/ Em breve.
Tags: cinema, Frank Miller, hq, quadrinhos, review, spirit, Will Eisner
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