Larissa Palmieri

Porque o mundo não é o suficiente.
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    março 30th, 2009Larissa PalmieriCultura Pop

    Pra você, como eu, que não conhece muito de Will Eisner ou pra você amiguinho que é fã do trabalho do cara, chegou a hora de admirar o acervo que está disponível no Sesc Vila Mariana, aqui em São Paulo.

    Ele, que é o criador de The Spirit (aquele que ganhou uma não muito feliz adaptação no cinema) e tem um prêmio de grande importância com seu nome que contempla todo ano os melhores conjuntos de obras das histórias em quadrinhos estará ali, aos nossos olhos em detalhes.

    Pra quem gosta, aí vão as informações e detalhes:

    EM TORNO DE WILL EISNER
    SESC Vila Mariana

    27/03 a 26/04.
    Terça a sexta, das 7h às 21h30; Sábados e domingos, das 10h às 18h30
    Livre para todos os públicos
    Grátis

    Mais informações do local aqui neste link.

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    março 24th, 2009Larissa PalmieriCultura Pop

    [ ATENÇÃO - POST COM SPOILERS ]

    Então, meus caros, sempre que me pergutam sobre a minha opinião de Spirit eu não sei muito bem o que dizer. Eu só sei que achei engraçado.

    A questão é: Seria Spirit um filme engraçado por ser engraçado ou por ser tosco?

    q

    Ok, like Jack, vamos por partes.

    Eu acho que não me sinto no direito de entrar no mérito de criticar Mr. Frank Miller em termos de adaptação da história pois não li os quadrinhos. PORÉM, contudo, entretanto acho que posso falar por conhecer outros filmes muitíssimo bem sucedidos do rapaz, principalmente por ele estar lado-a-lado dos diretores nas produções e na direção dos filmes.

    Não vou negar que achei o trailer FODA quando vi. Sou ignorante e, como disse acima, nunca li Spirit. A divulgação toda do filme no Brasil foi muito bacana, para tapar o rombo das bilheterias americanas talvez fosse necessário esse esforço mesmo. Mas aí entramos em uma questão interessante: Spirit foi vendido da forma correta?

    Sobre o marketing do filme e a realidade das coisas:

    O que tem de cenas caricatas e hilariantes de tão surreais no filme era simplesmente inimaginável. O que era Octopus de samurai e de nazista? Eu achei até interessante a cena que o Octopus fica muito P da vida por seus assistentes terem conseguido a caixa errada, a leitura “mangá” e tal, mas dentro do contexto do filme em geral é bizarro. E pra quem acompanhou a divulgação do filme sabe que a estranheza do filme que o público nas salas de cinema com certeza teria era absolutamente normal, nada a ver com o que é passado no trailer e com o que foi vendido nos esforços de comunicação.

    Sobre Frank Miller e suas peripércias:

    Sobre a parte técnica da direção, Frank Miller teve O DOM e a PERÍCIA de misturar as técnicas de 300 e Sin City. O M F G. O resultado pode até ter ficado interessante, mas MELDELS é muita cara de pau.

    Sobre as personagens e seus desempenhos:

    Em relação ao Gabriel Match acho que até se fosse uma adaptação fidedigna da HQ ele merecia o papel, tanto pela semelhança física quanto pela atuação. E ele é uma gracinha.

    O mulherio do filme pode ser até agradável aos olhos, mas Scarlet Johansson como Silken Floss não me convenceu, muito fake (aliás ali o que não parecia fake?). A Sand Saref de Eva Mendes foi meio clichê (e acho que outras atrizes ficariam melhores). Ellen Dollan é fofa e e corninha (ops). Lorelei quase não dá pra saber o que é a atuação dela. Mas a personagem MAIS DESNECESSÁRIA EVER foi a Plaster Paris. Paz Vega, me desculpe, mas o filme poderia ficar sem você.

    Mas o meu preferido so far é o Octopus do Samuel L. Jackson. QUE BIZARRO. Nunca imaginaria ele fazendo um papel tão caricata assim, eu gostei e odiei ao mesmo tempo, me surpreendeu.

    Sobre as cenas que vale a pena lembrar

    A cena mais bonitinha é do Spirit e da Sand Saref novinhos, e a narrativa da historia deles. Eu gostei, sou mulherzinha com ataques psicopatas, então achei muito bacana o desenrolar das coisas e como ela surtou com policiais tão novinha.

    A cena mais bizarra, volto a dizer, foi com certeza a do octopus muito puto por descobrir que pegou a coisa errada. HUAHUAHUAHU. Morri. A bomba explodindo atrás dele, ficou bizarro³³ .

    E claro, confesso que eu perdi o foco muitas vezes no meio do filme em cenas meio desinteressantes, e pra prestar atenção nas pessoas que estavam saindo da sala no meio do filme. Pois é, eu ainda fui super boazinha.

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    março 20th, 2009Larissa PalmieriCultura Pop

    postertriplo

    Pra quem não sabe, o filme estréia dia 20 (sexta-feira agora) em terras tupiniquins. Então, vamos as expectativas!

    Fiquei sabendo de Spirit quando vi o trailer no cinema [/desinformada]. E confesso que fiquei encantada, afinal, apesar de ser um sacrilégio, eu nunca li Spirit então não sabia do que se tratava. A música do trailer, o mulherio se derretendo pelo detetive, enfim. Se vocês notarem as reações das pessoas na sala de cinema ao ver este trailer, que é mais musical e que tem o enfoque em todas as belas moças, vai ver que o povo fica de queixo caído.

    Como boa viciada que sou fui atrás de informação em todos os sites nerds-geeks-viciados-em-cinema-e-em-hqs. Então vamos a um breve resumo do que é Spirit original, criado por Will Eisner:

    Depois de alguns trabalhos variados, como Sea Hawks e Sheena, rainha da selva, Eisner teve a idéia de criar um personagem completamente novo para as séries de domingo, não apenas mais um super herói de uniforme colorido, mas alguém que nem mesmo usaria roupas especiais para lutar contra os criminosos. Ele se vestiria à paisana, usaria uma máscara (a qual, anos depois, Eisner confessaria odiar desenhar) para ocultar sua identidade, um chapéu, luvas e… nada mais que pudesse identificá-lo como um combatente do crime.
    The Spirit era uma história muito incomum. Denny Colt, sua identidade secreta, vivia num cemitério, tendo por fiel assistente um jovem negrinho, o pobre Ebony White. Ele não tinha poderes especiais nem apetrechos para ajudá-lo; ele não tinha nem mesmo um veículo próprio. Seu cartão de apresentação era uma pequena lápide e ele não vencia sempre ao final das histórias… The Spirit poderia ser definido como um cidadão comum lutando por seus direitos; sua vida era um pouco mais animada apenas porque… ele era um personagem de quadrinhos.

    fonte: link

    Ou seja, no contexto de quando essa história foi lançada na década de 40, dentro de um mundo cercado de guerra e falta de esperança, criar um herói que distoava da perfeição e super poderes dos outros realmente foi um marco. Mas além da personagem a abordagem dos quadrinhos de Eisner em Spirit foi bastante diferenciada, principalmente em relação a arte, dotada de sombras diferentes nos desenhos.

    E basta olhar Sin City para ver semelhanças entre as obras de Eisner e de Frank Miller. Mas isso é normal, já que Frank Miller foi aluno de Eisner. Talvez seja por isso que ele se sentiu na liberdade de dirigir um dos grandes clássicos dos quadrinhos, afinal foi desenhado pelo seu mestre. Pena que Eisner não está aqui, a Morte já veio buscar ele [/Sandman], se ele estivesse será que ele permitiria?

    Somando o fato de que Miller fez duas ou três histórias que foram bem adaptadas no cinema, e sempre acompanhou os processos de criação de perto ele já se achou experiente o suficiente para dirigir uma obra de tal importância por conta própria.

    Então aqui cabem várias perguntas:

    Será que cara só sabe fazer coisas próximas a Sin City no cinema?Será que mesmo com um elenco cheio de estrelas existe a possibilidade de falhar?

    Os números das bilheterias na gringa não foram muita animadores pra uma história de super-heróis, as críticas então descascaram das atuações ao figurino.

    Mas as reais conclusões sobre isso só posso realmente tirar quando ver o filme. E nós teremos um update aqui \o/ Em breve.

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    março 8th, 2009Larissa PalmieriCultura Pop
    Pôster de Watchmen

    Pôster de Watchmen

    Parece até clichê nesta altura do campeonato escrever sobre Watchmen, já que estamos no centro do vulcão que essa história absurdamente fantástica é. Semana mundial de lançamente no filme, a bilheteria nos EUA só no primeiro dia foi de $25,135,000 (uma sexta feira, imagine ontem), críticas em sua grande maioria muito favoráveis.

    Mas eu não vou escrever sobre o filme/hq, mas sim sobre a influência dessa obra de arte.

    Eu sabia que Watchmen iria estreiar já faz bastante tempo, porém disse para mim mesma que não iria ler a HQ antes de ver o filme. Sempre me preocupei em me surpreender ou me decepcionar DEPOIS de ver o filme, enfim. Mas por insistência do Silas (que faz parte do Sketchtrash, acho ótimo) eu baixei as 12 revistas. Não que eu adore fazer download de hq, mas eu até procurei para comprar mas realmente não achei nada, não tinha. Depois disso perdi a culpa LOL.

    Eu já esperava realmente algo diferente de Watchmen, mas não algo que desse um nó na minha cabeça. Sempre fui acostumada mais com mangás, sempre me dediquei mais a arte de quadrinho made in Japan. E nenhuma história se mostrou tão complexa como a que Alan Moore desenvolveu.

    Durante as minhas férias forçadas, todo dia a noite eu lia uma revista. Só que eu não consegui ler uma vez só, eu lia, relia, voltava algumas páginas. Watchmen me marcou pela perspectiva sobre a vida diferente de algumas personagens. Perdi o número de contas sobre quantas vezes li sobre o passado do dr. Manhattan, sobre como o psicótico Rorschach se descobriu um psicótico de fato. A última revista então nem se fala.

    No fim das contas só pederia ter tido um resultado: comprei a edição absolute de Watchmen e a aguardo para os primeiros dias dessa semana.

    No meu Twitter eu já falei tanto sobre isso que deve ter gente que quer me matar já LOL.

    Enfim, mas daqui algumas horas vai rolar um update aqui, já que eu estarei muy feliz assistindo o filme da HQ que virou minha cabeça. Não vejo a hora :D

    [UPDATE - ATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS DO FILME]

    Eu só tenho uma palavra a dizer: FODA! Eu tive a oportunidade de assisitr sozinha, e posso dizer que o filme me deu a impressão de passar só meia hora. Eu não sei só se o público que não conhece Watchmen vai pensar assim, mas é uma questão de parar pra analisar e pensar sobre os diálogos e situações, coisa que muita gente tem preguiça.

    Confesso porem que senti falta de algumas cenas, como o surgimento da máscara do Rorschach, algumas alterações eu estranhei mas compreendi que era necessárias para dar uma dinamizada na história, como a foto do Jon com a ex-namorada tirada no parque já estar com ele, e não é assim nos quadrinhos.

    Fora isso, nem achei que o Snyder exagerou no slow motion, como o pessoal estava dizendo por aí. Perto de 300 parece até que esses efeitos eram naturais LOL.

    Outra coisa bem peculiar é a trilha sonora, que, confesso, não é muito minha praia mas sei que muitas delas estavam na graphic novel e sei que foi um IMENSO respeito pela obra elas serem inseridas no filme.

    Sobre os personagens:

    Achei Comediante FODA, ele sentado ali na cama do Moloch, se na HQ eu achei surreal, no filme arrepiou a minha pele. A cena de estupro foi muito chocante pra mim, apesar de faltar a hesitação do Justiceiro Encapuzado na hora em que ele bate o comediante. Mas enfim, ele é um atípico badass, tão badass que mata o Kennedy, AHAHAH muito bom.

    Rorschach digno de Oscar (como vi em vários lugares o pessoal comentando).  E a cena final do Rorschach? Pqp, chorei. O ator colocou ali a alma dele MESMO, muito muito forte. sem falar na semelhança física perfeita. Espero que na director’s cut mostre a convivencia dele com o senhor da banca de jornal, era bem engraçado. E, claro, as melhores quotes da história são dele. Um puta papel.

    Dr. Manhattan tem problemas com a boca na CG, mas o resto ficou perfeito (até a voz um pouco mais fina do que esperavam, acho que deu o tom de tranquilidade necessário pra ele). Eu me emociono com o Manhattan e o ponto de vista dele sobre o mundo e a forma atemporal dele narrar a própria história. Achei só que poderiam dar mais ênfase a vida dele antes de se tornar um integrante do Blue Man Group (LOL).

    Dan, o Coruja, achei muito fiel mas nada espetacular. Talvez porque o Dan não tenha uma personalidade violenta ou polêmica, então no filme ele fica um pouco apagado perto dos outros. Um garoto sonhador perto de um sóciopata naturalmente chama menos a atenção, por exemplo.

    Mas quando falamos de Espectral e Veidt ficou um pouco a desejar. Senti falta da drama queen Sally que eu vi nos quadrinhos, mas as cenas de sexo entram pra memória nerdiana. O Veidt não tem aquela cara de Gugu. Aliás o Veidt ficou meio moça demais, imaginava ele mais próximo de um Hércules, não essa androginia toda.

    Sobre a parte mais polêmica: o final.

    Sinceramente eu achei mais coerente e bem resolvido que o final da HQ. Talvez não seja tão criativo, mas funciona muito melhor pra rápida compreensão, além do fator drama. Senti falta de sangue e milhares de cadáveres, mas ok, o orçamento talvez não permitisse. E A BANDEJADA que o Coruja leva? CADÊ?? LOL. Mas ficou foda mesmo assim.

    Enfim queridos, teria que assisitr de novo para falar melhor sobre essa obra de arte da cultura pop. Entretenimento inteligente, agora é a hora de dar um nó no cérebro, crianças :)

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