Larissa Palmieri

Porque o mundo não é o suficiente.
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    fevereiro 10th, 2009Larissa PalmieriVida

    Essas duas últimas semanas foram intensas para mim, quem me conhece sabe bem o porquê.

    O mercado a qual pertenço (e a maioria de vocês, amigos que leem este blog) é realmente uma caixinha de surpresas sem fim.

    Para tudo há uma primeira vez, não é mesmo?

    Mas o que de fato realmente me incomoda são as consequencias dessas ultimas atribulações: a estafa mental e a desmotivação criativa na minha vida profissional. Estou aqui na agência com um job pra realizar e vi que estou muito travada, principalmente em relação as lembranças da minha mente cheia de lâmpejos criativos no passado.

    Eu conheço bem meu potêncial, sei que sou capaz de fazer coisas ótimas e que consigo aprender muito rápido (aliás, a única área da minha vida que eu tenho uma auto-estima sólida é a profissional). O que me incomoda realmente são as crises como a que eu estou passando.

    É normal, eu sei, mas acredito que antigamente minha imaginação fluia muito mais rápido. Tanto imaginação visual quanto a imaginação conceitual. E estou me enchendo de informações, referencias, histórias (o que é incrível) pra tentar me inspirar. Vamos ver se dá certo até o fim da semana. Tem que dar.

    E vocês? O que fazem para alimentar a criatividade e o que fazem para tentar resolver suas crises criativas?

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    janeiro 30th, 2009Larissa PalmieriVida

    Bom dia :) Welcome back a minha zona de blog que eu ainda não tive coragem de arrumar. AHAHA.

    Desde ontem eu estou pensando em um post pra fazer aqui por causa de n conversas que tive esses dias com várias pessoas. Ouvi várias histórias que me deixaram indignada e quero compartilhar isso com vocês.

    Muitas pessoas tem tatuagem hoje em dia. Muita gente gosta, e cada dia que passa esse tipo de bodyart tá perdendo o preconceito, principalmente das novas gerações. Mas ainda existem absurdos inadmissíveis. Olha só o que minha prima me contou ontem:

    Todo mundo que faz concurso público passa por uma bateria de exames médicos para constatar que tem ainda algum resto de vida pra dedicar a vaga conquistada. E não foi diferente com a minha prima. Ela foi cumprir a suas obrigações e fazer os exames que pediram. Ao sair da consulta com o clínico geral, ela se deparou com uma situação no mínimo inusitada: uma moça protestando indignada. O motivo do protesto? As palavras do médico.

    Como todo mundo sabe, existem pessoas legais e pessoas imbecis. E o que te torna legal ou imbecil é a forma e/ou a entonação que você emprega nas suas palavras na hora de falar. Advinhem o que o médico escolheu:

    - Por mim você não está aprovada para a vaga.
    - Por que? – pergunta a avaliada sem entender nada.
    - Porque você precisa de um nutricionista. Você está gorda. E só pelo fato de você ter uma tatuagem já é o suficiente pra eu não aprovar você pra vaga.
    - Q

    Com certeza, a moça está puta enquanto eu escrevo esse texto. Afinal de contas, o médico alegou que gente gorda e tatuada não é qualificada pra vaga. Se não pudesse, porque não colocaram na merda do regulamento do concurso público? Provavelmente porque isso tudo é resultado da imbecilidade do médico.

    Esta aí mais um exemplo de preconceito a tatuados (não só a eles, mas a gordos também). O que será que as pessoas não entendem? Tatuagem muda o carater de alguém? Muda produtividade?

    Tatuagem é arte na pele! Não é coisa de cadeiero como eu já fui obrigada a ouvir, não surgiu nas cadeias. Tatuagem de cadeiero é coisa mal feita, tosca. A verdadeira tatuagem é um processo de arte, de eternização de um conceito, de uma idéia, de um sentimento. É uma fotografia da alma riscada na pele.

    Me poupem de hipocrisia. Enquanto tem gente fazendo arte na pele, os que apontam o dedo inquirindo essas pessoas com seu puratinismo tem máculas muito maiores, que os deixam incapazes de perpetuar na pele qualquer sentimento.

    Eu só tenho pena e torço pela evolução mental do ser humano através das gerações. Juro.

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    janeiro 26th, 2009Larissa PalmieriVida

    Olá queridos.

    Como vão as coisas por aí? Por aqui o iTunes está no Shuffle. E quando o iTunes está no Shuffle é sinal de que eu não sei muito bem aonde estou.

    Desde pequena eu sempre gostei de viver intensamente aquilo que eu ouço. E como toda menina eu tive várias fases, das mais bizarras as mais bizarras (oi?). Deixa eu explicar:

    Quem de vocês nunca se interessou por Carrossel? Lembra? Eu tinha o disco! Assim como tive o cd das Chiquititas, dos Mamonas Assassinas, do Carrapicho – q , dos Backstreet Boys, da Sandy e Jr. Era tudo o que meus ouvidinhos de criança / pré adolescente conseguiam ouvir. Foi aí que eu ouvi um pouco de Drum’n'Bass, coisa rápida. Mas nunca esqueci da primeira vez que vi o clipe de Crawling do Linkin Park na chamada do Riff MTV. Ninguém quase sabia de quem se tratava, pelo menos os meus amiguinhos.

    E eu como sempre adorei intensidade na música, não foi nada difícil mergulhar de cabeça no rock. Eu comecei com esses rocks mais comerciais, que eu podia ver na TV. Eu ouvi muito Korn, Three Days Grace, Blink 182, Kittie, Puddle of Mudd, Limp Bisket. Eu achava o máximo. Foi aí que virei fã da Esvanescença. As coisas mudaram mesmo aí. A Amy Lee era o padrão de menina que eu sonhava ser (assim como muitas meninas seguiram essa valsa também). Virei fã, muito fã mesmo. E foi por causa deles que eu comecei a ouvir metal, tive um identificação tão forte, de novo aquela conversa de intensidade de viver o som. Cada vez mais pesado, underground, extremo.

    Nessa altura do campeonato, meus pais já estavam surtados, viram a filha se vestir de preto e querer ser bruxa (lol). Revolta adolescente, lógico. Mas a maturidade começou a chegar, e por fim a maturidade músical também. Depois de um tempo a gente percebe que certas coisas são desnecessárias heh.

    E sempre no meio dessas mudanças, grandes abismos musicais se formavam. E é sobre isso que eu quero dizer.

    Essa ligação que eu sempre tive com a música talvez seja em função de algum talento ou dom adormecido. Eu vivo MESMO aquilo que entra pelas minhas orelhas, mas não em termos de ideologia ou estilo de vida. Eu tô falando de arte, de alma. Cada ano tem uma trilha sonora, cada música marcante me lembra alguém, um fato, uma época, um perfume. E agora não há aquela música que marca, dá pra perceber pelo período nostálgico, por este post mais nostálgico que tudo. É uma época de transição, de nova fase chegando.

    Eu já estou esperando a próxima trilha sonora. Sempre. Eu adoro isso =)

    PS. Eu ainda não arrumei o layout do blog. Sei que está uma zona. Mas eu gostaria de fazer algo que realmente fosse a minha cara, a minha essência. E quem me conhece sabe muito bem que não é nada muito “cute”. Me aguardem. Mwahahaha.

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