Larissa Palmieri
Porque o mundo não é o suficiente.-
Operação Organização – Parte 1
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junho 30th, 2009VidaÉ realmente desafiador tentar ser uma pessoa organizada quando naturalmente não é assim que funciona. Eu sou uma menina que adora organização, mas não consigo, sério mesmo. Enfim, mas não é por isso que eu vou deixar de tentar mudar, não é? Então aproveitando esses dias livres em casa decidi fazer uma geral interna no meu quarto, pra finalmente fazer a geral externa depois.
Mas, como eu li em algum dos blogs sobre organização que eu leio as vezes, “a bagunça não apareceu em um dia só, pois então não é em um dia só que você vai resolve-la”. Pois é, sabias palavras. Eu comecei com uma gaveta.

Aparentemente inofensiva, essa gaveta aí em cima escondia monstros jurássicos: cartões de crédito que o banco manda e a gente não desbloqueia (conselho: não usem cartões de crédito. tenho menos problemas por causa disso), extratos do banco de 3 anos atrás, recibos de salário e coisas que não tinham a menor necessidade de serem arquivadas. E acreditem, elas estavam arquivadas mesmo, dentro de uma pasta e tudo!
Então o que eu fiz, por passos:
- Tirei tudo de dentro da gaveta
- Separei o que eu não deveria jogar fora (contratos, cartões de visita, materiais de papelaria, folhas em branco, canhotos de cheques que ainda estão circulando, documentos em geral)
- Coloquei o resto dentro de um saquinho plástico (extratos de banco, cartas do banco, coisas pré históricas e sem validade, papéis aleatórios, e principalmente: as notinhas do cartão de débito.) e coloquei no lixo.
- Organizei de forma adequada na gaveta (coisas menos importantes e que consulto com menos frequência embaixo).
E pronto
Nem foi tão difícil assim, só tive que tomar cuidado pra não jogar nada importante fora por engano. Agora o desafio é manter bonitinha desse jeito, e lógico, continuar arrumando o resto do quarto.Outra coisa que arrumei finalmente foi o Desktop do meu computador. Imagina, depois de dias na correria, baixando arquivos a milhão meu desk ficou cheio mais da metade (e olha que a minha resolução é grande). Aí ele ficou assim ó:

Aqui foi simples também: dividi os arquivos por assunto em pastas, entrei nelas, selecionei o que deveria ser jogado fora e dei delete. O que sobrou eu coloquei na respectiva pasta (nisso eu sou mais organizada) dentro dos Meus Documentos. Enfim, respirando livre hehe.
Amanhã vocês conferem o segundo capítulo dessa operação que pelo jeito vai demorar pra acabar ahahaha.
beijo.
Tags: desktop, gaveta, organização, Vida -
Os detalhes fazem toda a diferença.
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junho 26th, 2009VidaAcho que todo mundo que faz faculdade sabe como é surreal o ritmo, o sacrifício, as noites mal dormidas, as festas perdidas e coisas que você precisa limar da sua vida se você quiser aprender alguma coisa. Eu mesma acabei de perder meu emprego por não querer deixar a faculdade de lado pra me matar de trabalhar, mas isso é assunto pra outro post.
Por mais que apareçam dúvidas no meio do caminho, ainda mais na área do meu curso (publicidade e propaganda) pois você tem que vestir a camisa, não importa: quando você vê que seu trabalho dá um resultado acima do esperado não tem como não ficar feliz. Ainda mais com pessoas absolutamente anormais do seu lado:

1 – Antes da apresentação, tenso.
2 – Depois da apresentação, olha a diferença das nossas caras
3 – Era só H2OH! de Maracujá, juro.
4 – Queimando a monografia num ritual para purificar nossas almas. /brinks
Para os que não sabem brincar, essa é a versão errada da monografia, a oficial está em segurança.
E nada é igual como estar de férias… E que venha o último semestre *_*
Sorte pra todos nós.
Tags: trabalho, Vida, vida acadêmica -
Faith No More na minha vida.
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Sabe, até 2007 eu nunca tinha prestado muita atenção em Faith No More
. Achava até chato quando via na MTV o clipe mal feito e so last decade de Epic. Mas esse pecado eu cometi só até 2007.
O Geison, meu chefe, perguntou se eu curtia Faith No More. Eu respondi que nunca tinha prestado atenção nos caras e que nunca tinha me interessado, achava meio chatinho. A cara de indignação dele e do Nick (o meu companheiro de mesa ao lado e um doe meus melhores amigos) foi simplesmente impagável. Mas era simples entender porque: meu gosto musical totalmente estrupício dependia de FNM e do Mike Patton
pra existir.
Eles me explicaram um pouco da história e da influência dos som dos caras no New Metal, que eu já curti MUITO e gosto até hoje em dia. E não só no New Metal, mas trilhões de outras bandas com propostas aparentemente inovadoras beberam da fonte dos criadores de Epic.
Foi ai que ele me recomendou ir atrás, e no youtube a primeira música que eu ouvi foi essa aqui:
C*&¨%$¨lho, lembro como se fosse ontem. Eu me apaixonei NA HORA. Amor pela música, pela banda e pelo Mike Patton (que é um pecado ambulante). E daí pra frente, meu caro, rá, minha história de amor só continua. We Care a Lot, Stripsearch, Digging The Grave, Pristina, Epic, Ricochet, Midlife Crises. Trilha sonora da minha vida, ahahaha.
Mas, como nem tudo são flores, a gente insiste em saber sobre o nosso amor. E aí eu descobri que banda havia acabado, quando eles estouraram (aqui no Rock In Rio 2) eu tinha somente 1 ou 2 anos e que o Mike Patton era amicë do GG Allin (e isso me assusta pracarai). Tudo bem, a quando a gente ama, é de qualquer jeito, até do avesso.
Mas, eu como sou inconstante com música, me esqueci um pouco de Faith No More por uns tempos (mas nunca deixei de amar, ok? sou fiel). Foi quando a duas semanas atrás eu resolvi botar no emepetreix o King For a Day, Fool for a Lifetime pra torrar as banhas na esteira da academia. A coisa ficou muito mística no momento em que meu fone quebrou, pra variar, e no rádio da academia estava lá tocando We Care a Lot (inserido total no contexto, enfim). E não é que na 2a feira eu fiquei sabendo QUE OS CARAS VOLTARAM E QUE É BEM CAPAZ QUE ELES FAÇAM SHOW NO BRASIL?

FA-LE-CI.
Já estou acampando lá na porta (ahaehiehiea). Não é todo dia que eu tenho uma oportunidade dessas, entende?
Tags: Faith No More, rock, shows, Vida -
Who Watches the Watchmen?
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março 8th, 2009Cultura Pop
Pôster de Watchmen
Parece até clichê nesta altura do campeonato escrever sobre Watchmen, já que estamos no centro do vulcão que essa história absurdamente fantástica é. Semana mundial de lançamente no filme, a bilheteria nos EUA só no primeiro dia foi de $25,135,000 (uma sexta feira, imagine ontem), críticas em sua grande maioria muito favoráveis.
Mas eu não vou escrever sobre o filme/hq, mas sim sobre a influência dessa obra de arte.
Eu sabia que Watchmen iria estreiar já faz bastante tempo, porém disse para mim mesma que não iria ler a HQ antes de ver o filme. Sempre me preocupei em me surpreender ou me decepcionar DEPOIS de ver o filme, enfim. Mas por insistência do Silas (que faz parte do Sketchtrash, acho ótimo) eu baixei as 12 revistas. Não que eu adore fazer download de hq, mas eu até procurei para comprar mas realmente não achei nada, não tinha. Depois disso perdi a culpa LOL.
Eu já esperava realmente algo diferente de Watchmen, mas não algo que desse um nó na minha cabeça. Sempre fui acostumada mais com mangás, sempre me dediquei mais a arte de quadrinho made in Japan. E nenhuma história se mostrou tão complexa como a que Alan Moore desenvolveu.
Durante as minhas férias forçadas, todo dia a noite eu lia uma revista. Só que eu não consegui ler uma vez só, eu lia, relia, voltava algumas páginas. Watchmen me marcou pela perspectiva sobre a vida diferente de algumas personagens. Perdi o número de contas sobre quantas vezes li sobre o passado do dr. Manhattan, sobre como o psicótico Rorschach se descobriu um psicótico de fato. A última revista então nem se fala.
No fim das contas só pederia ter tido um resultado: comprei a edição absolute de Watchmen e a aguardo para os primeiros dias dessa semana.
No meu Twitter eu já falei tanto sobre isso que deve ter gente que quer me matar já LOL.
Enfim, mas daqui algumas horas vai rolar um update aqui, já que eu estarei muy feliz assistindo o filme da HQ que virou minha cabeça. Não vejo a hora
[UPDATE - ATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS DO FILME]
Eu só tenho uma palavra a dizer: FODA! Eu tive a oportunidade de assisitr sozinha, e posso dizer que o filme me deu a impressão de passar só meia hora. Eu não sei só se o público que não conhece Watchmen vai pensar assim, mas é uma questão de parar pra analisar e pensar sobre os diálogos e situações, coisa que muita gente tem preguiça.
Confesso porem que senti falta de algumas cenas, como o surgimento da máscara do Rorschach, algumas alterações eu estranhei mas compreendi que era necessárias para dar uma dinamizada na história, como a foto do Jon com a ex-namorada tirada no parque já estar com ele, e não é assim nos quadrinhos.
Fora isso, nem achei que o Snyder exagerou no slow motion, como o pessoal estava dizendo por aí. Perto de 300 parece até que esses efeitos eram naturais LOL.
Outra coisa bem peculiar é a trilha sonora, que, confesso, não é muito minha praia mas sei que muitas delas estavam na graphic novel e sei que foi um IMENSO respeito pela obra elas serem inseridas no filme.
Sobre os personagens:
Achei Comediante FODA, ele sentado ali na cama do Moloch, se na HQ eu achei surreal, no filme arrepiou a minha pele. A cena de estupro foi muito chocante pra mim, apesar de faltar a hesitação do Justiceiro Encapuzado na hora em que ele bate o comediante. Mas enfim, ele é um atípico badass, tão badass que mata o Kennedy, AHAHAH muito bom.
Rorschach digno de Oscar (como vi em vários lugares o pessoal comentando). E a cena final do Rorschach? Pqp, chorei. O ator colocou ali a alma dele MESMO, muito muito forte. sem falar na semelhança física perfeita. Espero que na director’s cut mostre a convivencia dele com o senhor da banca de jornal, era bem engraçado. E, claro, as melhores quotes da história são dele. Um puta papel.
Dr. Manhattan tem problemas com a boca na CG, mas o resto ficou perfeito (até a voz um pouco mais fina do que esperavam, acho que deu o tom de tranquilidade necessário pra ele). Eu me emociono com o Manhattan e o ponto de vista dele sobre o mundo e a forma atemporal dele narrar a própria história. Achei só que poderiam dar mais ênfase a vida dele antes de se tornar um integrante do Blue Man Group (LOL).
Dan, o Coruja, achei muito fiel mas nada espetacular. Talvez porque o Dan não tenha uma personalidade violenta ou polêmica, então no filme ele fica um pouco apagado perto dos outros. Um garoto sonhador perto de um sóciopata naturalmente chama menos a atenção, por exemplo.
Mas quando falamos de Espectral e Veidt ficou um pouco a desejar. Senti falta da drama queen Sally que eu vi nos quadrinhos, mas as cenas de sexo entram pra memória nerdiana. O Veidt não tem aquela cara de Gugu. Aliás o Veidt ficou meio moça demais, imaginava ele mais próximo de um Hércules, não essa androginia toda.
Sobre a parte mais polêmica: o final.
Sinceramente eu achei mais coerente e bem resolvido que o final da HQ. Talvez não seja tão criativo, mas funciona muito melhor pra rápida compreensão, além do fator drama. Senti falta de sangue e milhares de cadáveres, mas ok, o orçamento talvez não permitisse. E A BANDEJADA que o Coruja leva? CADÊ?? LOL. Mas ficou foda mesmo assim.
Enfim queridos, teria que assisitr de novo para falar melhor sobre essa obra de arte da cultura pop. Entretenimento inteligente, agora é a hora de dar um nó no cérebro, crianças
Tags: cinema, hq, Vida, watchmen
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Dançando conforme a música
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janeiro 26th, 2009VidaOlá queridos.
Como vão as coisas por aí? Por aqui o iTunes está no Shuffle. E quando o iTunes está no Shuffle é sinal de que eu não sei muito bem aonde estou.
Desde pequena eu sempre gostei de viver intensamente aquilo que eu ouço. E como toda menina eu tive várias fases, das mais bizarras as mais bizarras (oi?). Deixa eu explicar:
Quem de vocês nunca se interessou por Carrossel? Lembra? Eu tinha o disco! Assim como tive o cd das Chiquititas, dos Mamonas Assassinas, do Carrapicho – q , dos Backstreet Boys, da Sandy e Jr. Era tudo o que meus ouvidinhos de criança / pré adolescente conseguiam ouvir. Foi aí que eu ouvi um pouco de Drum’n'Bass, coisa rápida. Mas nunca esqueci da primeira vez que vi o clipe de Crawling do Linkin Park na chamada do Riff MTV. Ninguém quase sabia de quem se tratava, pelo menos os meus amiguinhos.
E eu como sempre adorei intensidade na música, não foi nada difícil mergulhar de cabeça no rock. Eu comecei com esses rocks mais comerciais, que eu podia ver na TV. Eu ouvi muito Korn, Three Days Grace, Blink 182, Kittie, Puddle of Mudd, Limp Bisket. Eu achava o máximo. Foi aí que virei fã da Esvanescença. As coisas mudaram mesmo aí. A Amy Lee era o padrão de menina que eu sonhava ser (assim como muitas meninas seguiram essa valsa também). Virei fã, muito fã mesmo. E foi por causa deles que eu comecei a ouvir metal, tive um identificação tão forte, de novo aquela conversa de intensidade de viver o som. Cada vez mais pesado, underground, extremo.
Nessa altura do campeonato, meus pais já estavam surtados, viram a filha se vestir de preto e querer ser bruxa (lol). Revolta adolescente, lógico. Mas a maturidade começou a chegar, e por fim a maturidade músical também. Depois de um tempo a gente percebe que certas coisas são desnecessárias heh.
E sempre no meio dessas mudanças, grandes abismos musicais se formavam. E é sobre isso que eu quero dizer.
Essa ligação que eu sempre tive com a música talvez seja em função de algum talento ou dom adormecido. Eu vivo MESMO aquilo que entra pelas minhas orelhas, mas não em termos de ideologia ou estilo de vida. Eu tô falando de arte, de alma. Cada ano tem uma trilha sonora, cada música marcante me lembra alguém, um fato, uma época, um perfume. E agora não há aquela música que marca, dá pra perceber pelo período nostálgico, por este post mais nostálgico que tudo. É uma época de transição, de nova fase chegando.
Eu já estou esperando a próxima trilha sonora. Sempre. Eu adoro isso =)
PS. Eu ainda não arrumei o layout do blog. Sei que está uma zona. Mas eu gostaria de fazer algo que realmente fosse a minha cara, a minha essência. E quem me conhece sabe muito bem que não é nada muito “cute”. Me aguardem. Mwahahaha.
Tags: Música, Vida
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