A Hora do Pesadelo – mais do mesmo
- Larissa Palmieri
- May 25, 2010
- 2 min read
Que o cinema anda meio sem aquela criatividade que tinha algumas décadas atrás a gente sabe, e faz tempo. A única coisa que eu ainda não entendi é a insistencia de ressucitar coisas antigas e trazer pro nosso tempo. Claro que determinados casos são super válidos: não havia técnologia suficiente pra executar determinadas idéias. Mas no caso dos filmes de terror e de horror nós estamos beirando um colapso. A melhor franquia que temos hoje em dia é Jogos Mortais, e isso me preocupa.
O reboot de A Hora do Pesadelo trouxe as nossas vistas novamente a história original de Freddy, aquele flamenguista doente da cabeça que segura uma foice, e conta como tudo aconteceu. Não vou ser hipócrita e dizer “sou fã desde criancinha” porque não é verdade. Acho que vi algumas vezes os filmes do Krueger mas nenhum deles me marcou a memória o suficiente pra prolongar meu lado de fã. Logo posso dizer que eu não vi o primeiro filme da franquia. Mas todo mundo conhece a história desse champs que invade os sonhos de suas vitimas e as mata lá dentro mesmo.
Esse reboot tem o roteiro clássico, igual ao reboot do filme Lobisomem (que saiu esse ano, por sinal). Portanto não tem nada de surpreendente, principalmente se você quer buscar algo fresco e cheio de idéias pra ver.

Mas olhando pelo lado de releitura, que ultimamente quer porque quer estar mais perto do real do que nunca, A Hora do Pesadelo de 2010 é mediano. Pra ser sincera o que salva é a essência doente do protagonista, interpretado muitíssimo bem pelo meu querido Rorschach, Jackie Earle Haley, que sempre esteve ali. Ainda mais porque eu não sabia que ele era tão malvado assim, e que crianças não se dão nada bem perto dele.
Os adolescentes da trama cumprem aquela função de sempre em filmes de terror: são assassinados enquanto estão tentando espantar o sono enquanto estão vivendo seu dia a dia dentro da sua teia romântica babaca. As atuações são fraquinhas, na hora das revelações as caras e bocas não são muito convincentes, apesar de gostar muito da mocinha do filme ser mais badass que vários dos meninos ali. O núcleo adulto, os pais desses adolescentes se mostram extremamente imbecis e era principalmente nessas horas que eu me lembrava de que estava no cinema, de tão irreal. Pois é.
Não há muito mais o que dizer. É mais do mesmo e a gente ainda vai ver muito mais disso por aí.



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