Sherlock Holmes – pensando rápido até demais
- Larissa Palmieri
- Jan 20, 2010
- 2 min read
Chegou a hora de falar da primeira grande estréia de 2010: Sherlock Holmes.
Guy Ritchie finalmente conseguiu atingir o grande público com este filme, que inclusive quase desbancou Avatar do topo das bilheterias americanas no final de semana que estreiou. Rock’n’Rolla, apesar de ter tido certo destaque, ainda é considerado um filme meio underground.
Mas a pergunta que fica é: o que será que esse cara fez com a personagem mais ilustre da rua Baker? Eu pessoalmente coneheço pouquíssimo do Sherlock, nunca li muito ou fui atrás da história do personagem (inclusive posso cometer erros, mas prefiro dar minha opinião meio crua).
Elementar, caro Watson.
Inicialmente eu apreciei muito o visual das cenas. Quando você começa assistir o filme, fica claro que é um ponto de vista diferente. O Guy tem bastante personalidade ao mandar nas cameras e eu acho isso ótimo. Além disso o contexto do filme está na praia do diretor: Londres, subúrbio, personagens rueiros, fotografia sombria. Mas nenhum filme sobrevive só de fotografia e direção de cenas não é mesmo?
Mesmo diante da atuação incontestávelmente brilhante do Robert Downey Jr, dá a impressão que Sherlock é um filme enlatado pelo tanto de informação que a gente vê em cena. Talvez seja só o ritmo do pensamento frenético do personagem, mas cara… é muita informação, parece um resumão de alguma história. Além disso, pelo que me consta, Sherlock não é um grande lutador e de socos, chutes e tapas o filme está cheio. Também achei que pro final a coisa foi ficando meio clichê, mas eu ando com uma sindrome anti-clichê terrível, então já viu. Mas mesmo assim gostei muito do desfecho, não é tão óbvio e fica bem claro que só Sherlock poderia desvendar esse mistério.
Se você quer ir no cinema ver um filme mais inteligente do que a média, te dedico Sherlock Holmes, mas nem é o melhor filme do genero.



Comments